A japonesa Sharp acaba de apresentar um protótipo inusitado de controle de realidade virtual, que combina elementos táteis avançados com um layout tradicional de botões e analógicos. A novidade visa proporcionar uma nova camada de imersão em experiências VR, permitindo que o jogador “sinta” diferentes texturas nas pontas dos dedos sem abandonar os controles familiares.
Batizado apenas como “controle tátil”, o protótipo foi revelado em fase de demonstração no Japão e utiliza “elementos táteis multissegmentados”, capazes de reproduzir vibrações específicas para simular texturas lisas, ásperas, e outros tipos de superfícies. Apesar de não oferecer feedback de força nem temperatura, a proposta da Sharp é criar um equilíbrio entre imersão tátil e praticidade de controle.

A empresa também afirma que pretende trabalhar com o público para aperfeiçoar o dispositivo, e já encerrou as pré-inscrições de compra no Japão, onde foi disponibilizado por cerca de ¥100.000 (US$ 680). Ainda não há confirmação de lançamento global ou imagens reais — apenas renderizações conceituais foram divulgadas até agora.
Diferente das luvas hápticas complexas que costumam ser caras e frágeis, o dispositivo da Sharp tenta oferecer feedback tátil acessível e prático, mantendo botões e analógicos para maior compatibilidade com os jogos atuais. A empresa reconhece que a simulação tátil “não atinge o real”, mas garante que diferentes parâmetros já permitem reproduzir uma variedade razoável de sensações nas pontas dos dedos.
Apesar disso, o controle não rastreia movimentos finos dos dedos, nem oferece força ou temperatura, como algumas luvas hápticas de ponta. Ainda assim, o diferencial está em unir botões físicos com resposta tátil, uma proposta pouco explorada até agora em larga escala.
O dispositivo deve funcionar com os principais padrões de rastreamento de mercado — embora a Sharp ainda não tenha especificado quais sistemas serão suportados. Ainda em estágio experimental, o lançamento comercial pode ser cancelado, segundo nota oficial da empresa.
Vale lembrar que a Sharp tem um histórico relevante no setor de XR, sendo a fornecedora das telas utilizadas no Meta Quest 2. Em 2024, também lançou com a NTT Docomo os óculos de AR MiRZA, reforçando seu interesse em tecnologias imersivas.
Será que há espaço no mercado para controles híbridos com resposta tátil, mesmo sem feedback de força ou rastreamento avançado? O preço e a execução vão determinar.
Você usaria um controle tátil como esse no lugar das luvas de VR tradicionais? Deixe sua opinião nos comentários!
Sabia que a Sharp forneceu as telas do Meta Quest 2? A empresa tem mais história em XR do que parece.
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