A fabricante chinesa Vivo entrou oficialmente na disputa pelo mercado XR com seu novo headset Vivo Vision, apresentado na Discovery Edition durante um evento em Dongguan, China. A proposta é clara: entregar uma alternativa mais leve e acessível em comparação ao Apple Vision Pro, combinando especificações de ponta com um design que não esconde a inspiração no produto da Apple.
Com 398 g, o Vision é cerca de 200 g mais leve que o Vision Pro, prometendo maior conforto para sessões prolongadas. Além disso, executivos da Vivo sugerem que o preço deve girar em torno de ¥10.000 (≈US$ 1.400) — menos da metade do valor de lançamento do headset da Apple (US$ 3.500). As demonstrações públicas já começaram em cidades chinesas como Pequim, Xangai, Shenzhen e Guangzhou, embora ainda não esteja claro se o dispositivo chegará a outros mercados.
O Vivo Vision aposta em um conjunto de recursos avançados para conquistar espaço no setor XR. Equipado com o Qualcomm Snapdragon XR2+ Gen 2, o headset oferece desempenho gráfico até 2,5x superior e processamento de IA 8x mais potente em relação à geração anterior. A Vivo também destacou o rastreamento manual e ocular, com precisão de 1,5°, reconhecimento dos dedos em 26 graus de liberdade e alcance de rastreamento vertical de 175°.

No display, o headset traz dois painéis micro-OLED com resolução binocular 8K, cobrindo 94% da gama de cores DCI-P3 e com precisão DeltaE<2, prometendo imagens comparáveis a monitores de cinema profissionais. Para maior conforto, serão disponibilizadas quatro opções de vedações leves e oito tipos de enchimento de espuma.
Apesar das semelhanças no design e nome, a Vivo optou por um sistema operacional próprio, o OriginOS Vision, em vez do Android XR. Essa decisão levanta dúvidas sobre compatibilidade e ecossistema de aplicativos. Ainda assim, o foco em acessibilidade pode torná-lo atraente em um mercado onde o Apple Vision Pro permanece com preço proibitivo.
A grande incógnita é se o Vivo Vision será lançado fora da China. Por enquanto, a empresa concentra esforços em apresentações locais, reforçando a estratégia de conquistar primeiro o público doméstico antes de desafiar o domínio da Apple em mercados globais.
Será que o Vivo Vision tem força para competir com o Apple Vision Pro fora da China ou será lembrado apenas como uma alternativa mais barata e inspirada demais no design da Apple?
Você compraria um headset XR mais leve e barato, mesmo sem a mesma integração com o ecossistema Apple?
Você acha que o Vivo Vision deveria chegar ao mercado global ou a Vivo deve focar apenas no público chinês?
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