O Exército dos EUA está prestes a dar um passo decisivo na integração de realidade aumentada (AR) ao campo de batalha. Como parte do programa SBMC (Soldier-Borne Mission Command), sucessor do criticado IVAS da Microsoft, centenas de headsets AR desenvolvidos pela Anduril, em parceria com a Meta, e pela startup Rivet, financiada pela Palantir, serão entregues para testes em larga escala. O investimento já soma mais de US$ 350 milhões em contratos — sendo US$ 159 milhões para a Anduril e US$ 195 milhões para a Rivet. O objetivo é equipar soldados com capacidades ampliadas, como visão noturna integrada, sobreposição de informações táticas em tempo real, transmissão de imagens de drones e até treinamento simulado em campo. O desafio agora é provar que os novos protótipos, EagleEye e Hard Spec, conseguem superar os problemas que fizeram o IVAS ser rejeitado, como dores de cabeça, fadiga ocular e falhas críticas de confiabilidade.

Do IVAS ao SBMC
O IVAS, projeto anterior baseado no HoloLens da Microsoft, foi duramente criticado por falhas técnicas e rejeitado pelo Congresso em 2022. O SBMC nasce como sua evolução, com foco em aumentar a cognição e os sentidos de soldados de nível companhia ou inferior.
Anduril x Rivet: duas abordagens distintas
EagleEye (Anduril/Meta): um capacete balístico integrado, com todos os sistemas eletrônicos embutidos.
Hard Spec (Rivet/Palantir): óculos robustos com guias de onda, conectados a um capacete já existente, em uma proposta mais modular.
A Rivet já confirmou que seu contrato prevê 470 dispositivos prontos para produção, enquanto a Anduril não detalhou números, apenas indicando “centenas” de unidades.
Possíveis usos em campo
Entre os recursos já cogitados para o SBMC estão:
sobreposição de ícones de aliados, ameaças e objetivos;
visão noturna e térmica integrada;
transmissão ao vivo de drones, incluindo o Soldier Borne Sensor;
inimigos e armas simulados para treinamento;
até reconhecimento facial em cenários de resgate de reféns.
O que vem pela frente
Palmer Luckey, fundador da Anduril e criador do Oculus Rift, afirmou que a primeira entrega em escala do EagleEye deve ocorrer em 2027. O programa, se bem-sucedido, pode movimentar bilhões de dólares.
A adoção de AR militar levanta dúvidas: será um divisor de águas para a segurança dos soldados ou um risco ético ao transformar a guerra em uma experiência “gamificada”?
👓 Você acredita que a realidade aumentada deve ser aplicada em combate ou que os riscos superam os benefícios?
Sabia que o IVAS da Microsoft foi rejeitado após causar náuseas e fadiga ocular em soldados durante testes?
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